Serigrafia artística – ênfase à obra única

Introdução

Imagino que muitos tenham conhecimento do que seja serigrafia pelo fato de ser um processo gráfico milenar, embora seja mais conhecida por sua realidade comercial e utilitária. E alguns possuem noção de que se trata de um método gráfico da maior diversidade, que lida com infinitos materiais, suportes, superfícies e por ter grandiosa versatilidade, abrange infinitos campos de atuações na vida humana. A serigrafia pode ser artística, comercial e industrial, e também didática pedagógica pois sua praticidade operacional produz excelentes resultados em escolas para crianças e adolescentes.

Mas não estou seguro sobre quem sabe identificar a serigrafia de Vasarely, Andy Warhol, os mais famosos, e dos brasileiros Dionísio del Santo, Alex Fleming, Nakakubo para citar alguns artistas que produziram ou ainda produzem serigrafia.

No Paraná, muitos adotaram a serigrafia como linguagem artística, desde que demos, eu e Aldo Dallago os passos iniciais para a formação do primeiro atelier público no Centro de Criatividade de Curitiba ajudados pelo serígrafo Antenor Penasso, que atualmente funciona no Solar do Barão. Na minha monografia do Curso de Pós Graduação de História da Arte Moderna e Contemporânea a quem dei o sugestivo título “A Serigrafia em Curitiba: do Centro de Criatividade ao Solar do Barão”, procuro descrever algumas passagens desse período conforme podemos ver mais abaixo.

Esta página, todavia, deverá mostrar um pouco de minha minha produção junto a serigrafia artística, com prioridade para a “obra única”. Dizemos única quando não nos preocupamos em reproduzir, quando a imagem original não promove e sequer constitui produção em série.

Trabalhada diretamente sobre uma placa, variando entre papelão rígido, madeira ou outro material, a obra única permite ao artista utilizar poucas matrizes ou, se quiser, uma única matriz proporcionando o uso simultâneo da impressão, permitindo o uso prolífero da cor junto às  diversas tonalidades, à obtenção de traços, à produção de infinitas texturas, gerando efeitos visuais plásticos ilimitados e surpreendentes.

Início de uma trajetória

Tudo começou em 1976. Inicialmente solitário pois havia recém comprado alguns materiais e equipamentos de um serígrafo desistente em Campo Largo. Logo percebi entretanto que existia  no Parque São Lourenço um serígrafo produzindo serigrafia comercial. Inaugurado em 14 de dezembro de 1973, o admirável Centro de Criatividade de Curitiba foi um marco e, por isso, tornou-se fenômeno único na história cultural de Curitiba. “Nasceu com a proposta de ser uma usina artística, impulsionando a produção nas áreas de cerâmica, escultura, pintura, desenho, gravura, artesanato e teatro” (ARAÚJO, Adalice Maria de. Dicionário das Artes Plásticas no Paraná. Curitiba: Edição do Autor, 2006, p. 614).

Inegavelmente, o surgimento da serigrafia artística em Curitiba, nos moldes de ateliê aberto ao público, teve início no Centro de Criatividade de Curitiba. Foi lá que se deu o início do espaço físico próprio para o exercício da técnica serigráfica que freqüentamos durante quatro anos, até que estivesse concluída a reforma do novo espaço cultural no centro da cidade, lugar específico e adequado para propiciar à população um espaço amplamente vinculado às linguagens artesanais gráficas.

O atelier de serigrafia artística no Solar do Barão.

Jamais iríamos imaginar que, com aquelas atividades, marcadas por nossa presença constante no modesto espaço gentilmente cedido pelo serígrafo Antenor Penasso, em que assumimos a serigrafia com enfoque de obra de arte, de alguma forma poderiam incentivar a sua continuidade no novo espaço do centro da cidade e que se tornaria um atelier oficial e público, totalmente dedicado à prática de serigrafia artística.

O departamento de serigrafia na Loja Guernieri (ver a página Serigrafia ao alcance de todos)

A tentativa de implantar um ateliê de serigrafia dentro da Embap

continua,

Obra única

Serigrafia sobre papelão rígido 80 X 1 M, Obra única. Acervo da Pinacoteca do Estado do Amazonas – Manaus

Serigrafia adotada como cartaz vencedor do concurso para o 11º Encontro de Arte Moderna da Embap 1980 Curitiba.

Serigrafia sobre papel, 35 X 48 Cm., com tiragem limitada em 25 unids.;

Serigrafia sobre papel, 35 X 48 Cm., com tiragem limitada em 25 unids.;

Serigrafia sobre papel

Serigrafia sobre papel, 40 X 60 Cm.; tiragem limitada em 30 unids.;

11 respostas para Serigrafia artística – ênfase à obra única

  1. ivan anzuategui disse:

    … reserva pra mim uma vaga na oficina de serigrafia ao decalque..
    ..inicio 24 de maio..
    .. no CCC.
    …obrigado…

  2. Evandro Ferreira disse:

    Belíssimos trabalhos. A arte serigráfica encanta em quatro cantos.

  3. FAD disse:

    trabalhamos aqui com serigrafia também, mas estamos com dificuldade de achar alguém que faça o trabalha para nós.

    alguém teria alguma indicação de serigrafos em são paulo?

  4. Evandro Antonio Ferreira disse:

    Sou atuante em diversos segmentos da serigrafia, seja artística, industrial, enfim…. qualquer interesse entrar em contato pelo email: evandro.anfer@hotmail.com

  5. IldmaraAlves disse:

    Olá a todos, possuo uma obra de arte de um serigrafo da Itália, vendido pela GALERIA TOP ARTE DE MILÃO, sobre uma cartolina especial e adição de uma fase cromática, com camadas metálica e folhas de ouro, prata, bronze e cobre. Gostaria que visse antes de ser vendida.
    atc. Ildmar Alves

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